Crise na Europa: boa ou má para o Brasil?

 

Se por um lado a crise económica na Europa começa a afectar alguns países emergentes como o Brasil, por outro pode fazer com que a economia brasileira se fortaleça, e encontre o caminho para um crescimento económico cada vez mais sustentável.

Segundo a comunicação social, o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, advertiu recentemente que "a crise económica na Europa já afecta alguns países emergentes, através da saída de capitais". E acusou os europeus de actuarem tardiamente para enfrentar essa situação. Preocupado sobretudo com a crise grega, e mais recentemente com a crise em Itália, fortalecida com a saída do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, Mantega lembrou que apesar de o Brasil ainda não estar entre os afectados, "temos que nos preocupar com isso, porque caso os emergentes sejam alcançados pela crise, a situação internacional se deteriorará". Por isso, destacou que enquanto os países europeus mantiverem uma situação fiscal "fraca", o Brasil precisa manter a sua cada vez mais forte.

 
Para o ministro da Fazenda, o Brasil tem condições para neutralizar os resultados da actual crise, "mas isso exige um trabalho incessante do Governo, do Congresso (aprovando leis e medidas) e da sociedade como um todo". Mantega acredita que o mercado interno brasileiro é forte, e afiança que é possível dinamizá-lo, ainda mais, através do fortalecimento das empresas nacionais e, consequentemente, do aumento da competitividade.

Apesar de ter havido uma desaceleração na economia brasileira, Mantega confia que o Brasil está no "bom caminho" e prevê uma retoma no fim deste ano, com o pagamento do 13.º salário. Deste modo, espera-se que o país entre numa fase de recuperação ainda a partir deste mês e caminhe em 2012 com uma taxa de crescimento maior do que em 2011.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa brasileira, Guido Mantega negou que o Brasil tenha oferecido, na recente reunião do G20, em Cannes (França), um montante concreto de ajuda à Europa através do Fundo Monetário Internacional (FMI). No entanto, outras notícias deram conta que o montante oferecido foi de 10 mil milhões de dólares, e que o Brasil preferiu fazê-lo através do FMI, ao invés de comprar títulos da dívida do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira.

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