Esquadrilha da Fumaça - EDA

Unidade de demonstração e representação da Força Aérea Brasileira (FAB)

O nome oficial do grupo é Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) e atualmente as acrobacias são feitas com o Embraer EMB-312 Tucano, modelo usado desde 1983.

A história

 
A história da Esquadrilha da Fumaça começou de forma despretensiosa, na hora do almoço, na Escola de Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Era o início da década de 50. Depois das instruções da manhã, no Campo dos Afonsos, aviões de treinamento avançado tomavam o céu da Barra da Tijuca num balé acrobático. A bordo de monomotores North American T-6 Texas, instrutores motivavam seus cadetes com um show de perícia e técnica. Liderado pelo então Tenente Mário Sobrinho Domenech, os chamados “cambalhoteiros” executavam à exaustão manobras da aviação de caça. Primeiro com duas aeronaves, depois com quatro.
Assunto nas rodas de conversa da escola, a equipe obteve autorização para a primeira demonstração sobre os Afonsos, graças à intervenção do futuro ministro da Aeronáutica, o então Tenente-Coronel Délio Jardim de Mattos, fascinado por acrobacias aéreas. O show realizado em maio de 1952 marcou o nascimento do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), a Esquadrilha da Fumaça. A partir daquele momento, o grupo passou a se apresentar em solenidades importantes da escola.


Em 1955, a esquadrilha ganhou cinco aeronaves exclusivas que receberam pintura especial. “Mesmo com mau tempo, fizemos todas as acrobacias, o público vibrava quando os aviões saíam do meio das nuvens com os faróis ligados”, lembra-se o hoje Coronel da Reserva João Luiz Moreira da Fonseca, líder da Esquadrilha na época, ao falar de uma demonstração no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Com a marca de “fumaceiro” na alma, ele que tem hoje 86 anos, ainda realiza manobras a bordo de um ultraleve todo fim-de-semana no Clube da Aeronáutica, na Barra da Tijuca (RJ).

Nos primórdios, conta o Coronel João Luiz, os aviões demoravam muito para ganhar altura e isso dificultava a visão e o acompanhamento pelo público. Para facilitar a observação dos espectadores, o EDA desenvolveu um equipamento para que os aviões produzissem fumaça e incluiu na apresentação uma aeronave isolada. Enquanto um piloto realizava acrobacias, outros quatro ganhavam altura para a próxima sequência de manobras em grupo. Logo os mecânicos começaram a chamar o esquadrão de “Esquadrilha da Fumaça”. Em seguida, o Brasil inteiro já conhecia o EDA pelo apelido.Por causa do sucesso das apresentações também no exterior, o grupo recebeu o título de Embaixadores do Brasil nos céus. As acrobacias estão no Guinness Book of Records, o livro dos recordes mundiais. O voo de dorso em formação com dez aviões durante 30 segundos foi registrado em 1999. A marca recorde foi quebrada mais duas vezes pela própria Esquadrilha, em 2002 e 2006.
Ao longo de sua trajetória, a Esquadrilha da Fumaça já realizou 3448 demonstrações, sendo 261 no exterior. Países como Alemanha, Argentina, Bolívia, entre tantos outros, já puderam apreciar a destreza e as manobras dos "fumaceiros", reconhecidos como "embaixadores do Brasil nos céus".

A Equipe




A Esquadrilha da Fumaça é formada por treze pilotos, que se revezam em sete posições de voo a cada demonstração. Toda apresentação conta com 7 aeronaves. Quando não há aeronave de apoio, ou seja, em circuitos breves, a equipe se desloca normalmente com 16 militares, sendo 8 pilotos (Oficiais) e 8 mecânicos (Suboficiais e Sargentos). Apenas um dos pilotos não participa da demonstração, pois fica responsável pela locução, juntamente com um auxiliar (mecânico).

Os pilotos, formados na Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga, interior de São Paulo, podem se candidatar para ingressar no Esquadrão após completar 1500 horas de voo, sendo 800 delas como instrutores de voo da AFA. Além disso, para fazer parte do grupo, o oficial deve ser voluntário e precisa ser aprovado por um Conselho Operacional, composto por todos os oficiais do Esquadrão.
Para que os aviões possam voar com o máximo desempenho e total segurança, uma equipe de técnicos altamente especializados trabalha incansavelmente. Esses técnicos, formados pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada na cidade de Guaratinguetá/SP, são os responsáveis pela eficiência das aeronaves, empregando todos os seus conhecimentos para que a apresentação da Esquadrilha seja cercada da maior segurança. Tamanha é a confiança na qualidade de seus trabalhos que os pilotos os batizaram como Anjos da Guarda.
A tradicional apresentação da Esquadrilha da Fumaça tem duração de 35 minutos, na qual são exibidas aproximadamente 22 sequências de manobras (equipe) com 55 acrobacias (individuais).

T-27 Tucano da Esquadrilha da Fumaça

Ficha técnica:
* Fabricado pela EMBRAER;
* Aeronave monomotor, capacidade para dois ocupantes, destina-se a missões de treinamento e ataque;
* Motor Pratt & Whitney PT6A-25C, 750 SHP, hélice Hartzell HC B3TN-3C/T10178-8R, tripá, velocidade constante;
* Dimensões:
- comprimento 9,86 m ou 29,5 ft (pés);
- envergadura 11,14 m ou 36 ft;
- altura 3,40 m ou 9,84 ft;
- bitola 3,76 m ou 9,84 ft;
* Peso completo: 2520 kg ou 5555 lb (libras);
* Velocidade Máxima: 284 KT (nós) ou 525 km/h ao nível do mar;
* Velocidade de Cruzeiro: 210 KT ou 390 km/h;
* Capacidade do Tanque: 1140 lb ou 517 litros;
* Autonomia: 04h30min;
* Alcance: 950 NM (milhas náuticas);
* Subalares: cada um comporta 400 l ou 704 lb utilizáveis – total de 800 l ou 1408 lb;
* Autonomia com subalares: Aproximadamente 10h;
* Alcance com subalares: 1800 NM.




Fontes: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA
              Agência Força Aérea


LEMBRANDO SANTOS-DUMONT:


"Eu não fui apenas aviador...foi necessário ESTUDAR, PENSAR...e só depois voar!"

Contact contato@esquadrilhadafumaca.com.br or +5521193565-7236

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